Spinola Bay

É o segundo 'point' mais badalado da ilha. Região tem grande número de bares e é ponto de partida para barqueiros.

Balluta Bay

Quer caminhar, ver uma paisagem deslumbrante e um mar de tirar o fôlego? Seu lugar é a Balluta Bay. Indicado para esportistas e turistas.

Igreja Paroquial de Gzira

A Igreja Paroquial, em Gzira, é dedicada a Nossa Senhora do Carmo. Construída em 1921, ela substituiu a capela de Nossa Senhora da Pedra.

Exiles Bay

Região que possui complexos de prédios, os quais abrigam restaurantes e hotéis que atendem aos milhares de turistas.

Valleta Cultural

Capital de Malta é patrimônio cultural da humanidade e conta com prédios preservadíssimos desde o ano de 2008.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Shopping for Food

Arroz, feijão, batata frita (que, na verdade, é assada) e carne são produtos que também existem em Malta. O difícil na tarefa de "shopping for food" (comprar comida) é se acostumar a encontrá-los nos supermercados e mercados.
Primeiro, porque a "dinâmica" dos estabelecimentos não é a mesma da do Brasil. Os prédios em que os mercados estão localizados nem sempre exibem "market", para ajudar os clientes. Segundo, porque eles têm uma disposição diferente para os produtos. Se existem prateleiras? Sim, elas existem. A questão que pode "embananar" a cabeça dos brasileiros é que elas ficam separadas por andares, também, nem sempre, bem sinalizados.


Enfim, os supermercados, salvo um ou outro, são verdadeiros labirintos. Não bastasse isso, os produtos não vêm em embalagens comuns aos "tupiniquins". O leite, a título de exemplo, vem em uma caixinha diferente das nossas - um litro, apenas - e das vendidas em Dublin (destino mais barato e comum entre os brasileiros, atualmente).
Alguns produtos têm descrição apenas em maltês. Outros, não têm preço, nem dados, como: data de fabricação, composição e data de validade. Os alérgicos têm de rezar para não "dar azar". Sem falar que os mercados daqui possuem um limite mínimo de gastos nos cartões - e eles não sabem o que é cartão de débito.
Ainda assim, comprar em Malta é muito divertido. Pelas descobertas e pela possibilidade de poder praticar o inglês.

Escolhendo Operadoras


Decidir por uma ou outra operadora de telefonia celular em Malta é o que todo intercambista faz para cumprir lista de "primeiras tarefas". A escolha, porém, deixa de ser subjetiva para ser necessária ou a depender do bolso.
Malta tem três principais operadoras. São elas: a Melita, a Vodafone e a Go. Todas possuem pacotes de dados (com possibilidade de 4G, a depender do aparelho), vantagens e desvantagens. Nenhuma das companhias oferece bônus para novos clientes na hora da compra. Em outras palavras, o novo cliente precisa pagar pelo chip e pela primeira recarga. A "brincadeira" sai por nada mais, nada menos, que 20 euros (mais de R$ 60).
Para intercambistas, o chip chega a ser necessário. Ele é o canal para se comunicar com outros estudantes no país, representantes das escolas ou empregadores - no caso de o estudante optar por tentar trabalhar durante o estudo.
Já para quem vai passar um período de até três meses, esse investimento pode não ser ideal. Motivo: existem dezenas de aplicativos para smartphones que permitem a comunicação com parentes no Brasil via internet.
O Viber, por exemplo, permite que se faça ligação para telefone fixo para qualquer cidade do Brasil gratuitamente. Então, investir ou não, vai depender de cada caso.
A menor taxa de "roaming" oferecida para o Brasil, atualmente, é da Vodafone (35 centavos o minuto para telefone fixo; os valores para celular dobram).

Comino

Situada entre Malta e Gozo, Comino é a menor ilha do arquipélago. Ela é considerada "um paraíso para mergulhadores", praticantes de "windsurf" e de caminhadas. Comino tem apenas 3,5 quilômetros quadrados. Possui um único hotel, sendo ela praticamente desabitada. Não há circulação ou registros de automóveis na ilha.
A principal atração de Comino é a "Blue Lagoon" (Lagoa Azul). A lagoa é uma "entrada protegida de água cintilante", dotada de areia branca. No verão, "Blue Lagoon" é o destino mais procurado entre os turistas e moradores.
O governo de Malta destaca que a ilha "também merece uma visita no inverno". Ela é apontada como "ideal para os caminhantes e fotógrafos", uma vez que permite que o visitante "sinta o perfume de tomilho selvagem e outras ervas".
Comino esteve habitada no período romano. Ela, porém, não apresentava "muita importância" até a chegada de cavaleiros. A partir dali, a ilha ganhou "um papel duplo", para caça e na defesa das ilhas de Malta contra os turcos otomanos.
A ilha chegou a ser uma base para os piratas que operavam no Mediterrâneo central e lar de javalis e lebres. Em 1530, os cavaleiros chegaram e fizeram um "grande esforço para garantir a proteção" de Comino. Tanto que qualquer um que quebrasse o embargo sobre a caça poderia esperar para servir por três anos remando em uma galeria.
Após a Segunda Guerra Mundial, Comino permaneceu "um remanso", até o "boom turístico" em meados da década de 1960.

Praticando Exercícios

Você, alguma vez, já pensou em correr quando esteve caminho de casa? Ou, então, em nadar? Pois é, em Malta essas vontades podem se concretizar em atos. Aqui, é comum ver pessoas praticando exercícios em qualquer hora e lugar.


No período da primavera, a modalidade preferida ainda tem sido a corrida. No verão, que se aproxima, será o "swimming" (natação). Para quem não está habituado com o ambiente, é preciso atenção. Os pontos permitidos para natação e mergulho nas praias ou ao redor das baías são indicados por boias coloridas e improvisadas.
Eles delimitam as áreas de segurança aos banhistas. Também servem de orientação para os barcos pesqueiros. Alguns deles, saem de Sliema em direção ao mar. As boias têm, ainda, função de rota dos "ferries" que saem da ilha de Malta em direção as "irmãs" Gozo e Comino. Veja mais informações sobre o arquipélago.
Para quem prefere caminhar, a dica é procurar as áreas com calçadas mais amplas. Em função da arquitetura, Malta tem ruas bastante estreitas que dificultam até mesmo caminhadas. Evite, ou, se possível, não use as rodovias. Grande parte delas não conta com passeio público para uso de pedestres. Apenas uma faixa pintada no solo, em cada canto das rodovias, delimita o espaço que o pedestre pode usar, com segurança.


Se vai nadar, preste atenção nas placas de advertência. Elas indicam áreas com riscos de queda, uma vez que as pedras que dão acesso ao mar são escorregadias. Como terceira opção de esporte, está o "diving". Existem diversos espaços que alugam roupas e oferecem aulas para os marujos de primeira viagem.
Finalizando - ou não -, há quem se contente em pescar. Basta tempo, paciência, uma vara e linha bem resistentes.

domingo, 13 de abril de 2014

Work Permit

Quem quer trabalhar no Brasil "nos conformes" tem de seguir uma série de normas. Quem vai trabalhar em outro país também tem de cumprir requisitos, só que eles são um pouco diferentes do que já fizemos em nosso país.


No Brasil, o cidadão que quer ser registrado tem de retirar a CTPS (Carteira de Trabalho e Previdência Social). Esse é um dos documentos que permitem a inscrição do "colaborador" junto ao PIS/Pasep e as contribuições trabalhistas a encargo do empregador. Leiam-se, contribuição do INSS (Instituto Nacional de Seguro Social) para direitos como seguro-desemprego e o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).
O trâmite para quem quer ser registrado corretamente no exterior é o famigerado "work permit". Ele varia de país para país, mas, no geral, obedece regras internacionais. No caso de Malta, o processo é relativamente simples. Uma parte dela, até, pode ser cumprida pelo próprio trabalhador, já estando no país como turista.
Existe uma "maleabilidade" no caso de Malta. Em Dublin, ao que parece, a empresa faz todo o processo com o empregado fora do país. Aqui, não. O trabalhador pode entrar, primeiro, com visto de turista e, depois, solicitar o "work permit".
A lista de documentos é, até, pequena. O governo maltês exige o preenchimento de um formulário a cargo da empresa, com dados do trabalhador; duas vias originais do contrato assinado pelo empregador e pelo empregado; duas cópias da página "principal" do passaporte do empregado (aquela com a foto e as informações); duas fotos 3x4; duas cópias do carimbo do visto emitido pelo agente de imigração no aeroporto.
Em alguns casos, é preciso uma carta de recomendação do último empregador. Importante é salientar que todas as cópias dos documentos precisam ser autenticadas. Mas, como é que eu faço isso? Simples, se estiver em Saint Julians, vá até Sliema e procure pela "police station". Em maltês, eles chamam polícia de pulizija.
Mas atenção, só há um agente autorizado a validar seus documentos. Ele trabalha somente no período das 8h às 14h, de segunda a sexta-feira e não vai atendê-lo fora desse horário. Vá ao posto e diga que está em processo de obtenção do visto de trabalho. Espere até ser chamado e apresente os documentos. Além das cópias, as duas fotos 3x4 precisam ser validadas pelo agente para que o visto possa ser concedido e validado.
Até as fotos? Sim, até as fotos. Na verdade, o agente vai escrever nos seus documentos - e nas suas fotos - a seguinte mensagem: "true copy of the original" (cópia fiel do original) e carimbar. Ele deve fazer isso nos papeis e nas fotos. Nos documentos, isso tem de ser constado na frente e, no caso das fotografias, no verso delas.
Com tudo isso em mãos, volte ao seu empregador e apresente tudo de uma só vez. Espere alguns dias e "voilà". Você já pode trabalhar legalmente no país, estando registrado e com o visto pelo período do seu emprego. Outro ponto importantíssimo é que todos os seus documentos - salvo o passaporte - têm de estar traduzidos (para o inglês) e juramentados. Isso inclui seus diplomas e certificados e a carta de recomendação.

Qual é a Música?

A pergunta alusiva ao texto não é bem a do título. Em Malta, você vai se questionar: mas qual é a língua que eles estão falando, mesmo? Por conta das colonizações, as ilhas do arquipélago ganharam duas línguas oficiais. Uma delas nós já sabemos qual é: o inglês; a outra, é o maltês. Mas como é que se parece o maltês, com italiano? espanhol?
Na, na, ni, na, não. Para os brasileiros, o som de algumas palavras pode enganar em princípio. Quando os malteses estão falado entre si, eles usam o maltês - e não o inglês. Não me perguntem por qual razão. Ouvindo o som das palavras, dá para identificar algumas, como "similares" ao espanhol. Entretanto, elas são mais próximas ao árabe.


Um fato curioso é que os árabes entendem o que os malteses estão falando, mas o contrário não acontece. É a mesma sensação que nós, os brasileiros, temos com os espanhóis. Entendemos, quando eles falam devagar e não muito enrolado para os nossos ouvidos, mas eles - a grande maioria, ao menos - não nos compreendem.
Em se tratando de aparência, a confusão está armada. Não há um "padrão" físico que possa ajudar a definir quem é maltês e quem é árabe - não que eu tenha ouvido falar ou saiba. Uma característica, que não pode ser considerada como tal, mas mais uma preferência, é que os malteses usam o cabelo muito curto (quase careca), no caso dos homens. As mulheres são, em geral, "mais baixas" em estatura do que os padrões europeus.
O que homens e mulheres têm em comum é a simpatia. Em suma, eles conseguem juntar a simplicidade com a modernidade. Isso acontece ao ponto de um vendedor deixar a sua loja sozinha para ajudar a um comprador.

Tudo Igual?

O que seria do branco se todos gostassem do preto? Sabe aquele velho dito popular? Então, ele não se aplica muito para quem vive em Malta. Pelo menos, não, no quesito moradia. Explicação: aqui, por determinação do governo, todas as propriedades seguem o mesmo padrão de construção (com os mesmos materiais) e cores.
Pode parecer falta de criatividade, pensamento retrógrado, autoritarismo, mas não é. O governo maltês optou por não "diversificar" as construções e as cores das casas por uma questão de preservação de identidade.


Mesmo assim, quem quiser "variar" pode enviar uma solicitação ao governo. O pedido deve estar acompanhado de uma explicação plausível para que a cor - somente, e não o padrão de construção - destoe.
Há casos em que os moradores mais "anarquistas" mudaram as cores e um ou outro detalhe de construção por conta própria, sem autorização ou comunicação prévia. Quando isso acontece, o governo acaba por ficar sabendo (lembre-se, Malta é uma ilha bem pequenininha se levarmos em conta as dimensões continentais do Brasil).
O que ocorre é que o morador recebe uma notificação para deixar o imóvel dentro dos padrões arquitetônicos. Se não o fizer em prazo hábil, ele corre o risco de ter de fazer à revelia e pior, tendo de pagar uma multa.
Em Valletta, a capital, os pedidos de mudança são - em sua maioria - negados. Lá, o cuidado do governo é redobrado porque a cidade ganhou, em 2008, o título de patrimônio cultural da humanidade, cedido pela Unesco - Organização das Nações Unidas para a Educação. Desde então, o país vem se esforçando para a preservação.

 
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